O WhatsApp lançou a criptografia de ponta a ponta em 2016 e, desde então, houve poucas ocasiões em que eles tentaram acabar com ela. Desde o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, passando por diferentes países como o Reino Unido se cogitou a possibilidade de ver conversas privadas, com a desculpa de impedir ataques terroristas, no entanto isso não resultou em nada.

Mas agora a ameaça vem de dentro porque, de acordo com a Forbes, é o próprio Facebook (proprietário do aplicativo de mensagens instantâneas) que está desenvolvendo uma ferramenta para ler chats privados.

Assim, a privacidade das conversas dos mais de 1,5 bilhão de usuários do WhatsApp poderia ser questionada, pelo menos aos olhos do Facebook, já que a criptografia seria mantida perante terceiros e empresas.

Análise em tempo real de todas as mensagens

Nos últimos meses, o WhatsApp colocou mais esforços do que nunca para evitar conteúdo que viole seus termos de uso. Este é o caso de spam ou notícias falsas (Fake news), o que poderia levar a um bloqueio de conta.

Agora, o Facebook parece disposto a dar mais um passo, trabalhando em uma ferramenta que pula a criptografia de ponta a ponta com a intenção de procurar conteúdo e mensagens que vão contra essas regras.

Segundo a Forbes, a ferramenta funciona graças a um algoritmo capaz de moderar e filtrar o conteúdo de todas as conversas do WhatsApp. Isso será executado localmente no dispositivo do usuário, lendo cada mensagem antes de enviá-la e cada mensagem criptografada depois de descriptografá-la.

Feito isso, envia as informações em tempo real para um serviço de nuvem para estudar se ele atende aos padrões. No caso de uma mensagem ser considerada “duvidosa”, ela seria analisada nos servidores centrais para decidir o que fazer.

Não mais conversas privadas

O Facebook e seus funcionários poderão acessar e analisar todas as conversas do WhatsApp, embora ainda estejam protegidos aos olhos de terceiros.

Com essa ferramenta, a promessa de que as conversas do WhatsApp eram privadas entre remetente e destinatário e, portanto, fora dos olhos de terceiros, permanece em segundo plano, já que o Facebook e seus funcionários poderão acessar e analisar todo o conteúdo enviado. Claro, terceiros ou empresas ainda estão isentos.

A empresa já anunciou em maio passado que trabalhou em tal ferramenta sem avançar mais detalhes, algo que entra em choque com os últimos movimentos da empresa Zuckerberg em tudo relacionado à criptografia end-to-end e proteção de privacidade do usuário.

Assim, em janeiro passado, eles anunciaram que estavam estudando para integrar o WhatsApp, Instagram e Messenger, mantendo a criptografia das mensagens, para a qual é adicionada a rejeição da proposta do Reino Unido e de outros países como a Alemanha para criar backdoors para o aplicativo Contra o terrorismo.

No momento, o Facebook se recusou a fazer declarações à Forbes, portanto, mais detalhes da ferramenta são desconhecidos ou quando ela estaria pronta para ser implementada no WhatsApp.

 

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